Jucelino Sousa

Diário Virtual

Fraudes

14 de novembro de 2008

O IPEM-SP divulgou há alguns meses um extenso e completo relatório sobre as fraudes identificadas em alguns postos na cidade de SP. As fraudes envolvem desde a adulteração dos combustíveis até alterações nas bombas de abastecimento visando fraudar a quantidade efetivamente vendida, ou seja, o consumidor pensa que está colocando uma quantidade de produto no tanque do seu carro mas na verdade a quantidade realmente colocada é 20 a 30 % menor que o indicado na bomba. A adulteração mais comum é a adição acima do permitido de álcool anidro, e até mesmo álcool hidratado, nos tanques de gasolina.

O nível de sofisticação apresentado nas fraudes que foram identificadas, apontam para uma verdadeira ação criminal organizada. As instalações subterrâneas para burlar a fiscalização e as complexas alterações realizadas nas bombas deixam claro que estamos lidando com verdadeiras quadrilhas que usam os postos para a lavagem de dinheiro. As distribuidoras fiscalizam e denunciam esses infratores, porém cabe aos orgãos públicos responsáveis (ANP, IPEM, Secretarias da Fazenda, Ministério Público, Polícia Civil e principalmente o Poder Judiciário), coibirem e punirem esses delitos. Postos estão sendo fechados, inscrições estaduais estão sendo canceladas, porém a punição efetiva dos responsáveis ainda não tem ocorrido de fato, a justiça tem sido morosa e complacente.

As principais fraudes acontecem ou nas bombas de abastecimento ou nos tanques de combustíveis :

Nas BOMBAS DE ABASTECIMENTO foram identificadas 8 modalidades :
1. ajuste do bloco medidor (que mede o combustível a ser vendido)
2. ajuste do interlock (mecanismo que zera a bomba)
3. obstrução do eliminador de ar (junto com o combustível vai também ar)
4. preços diferentes do indicado (o preço indicado é um e o preço usado para cálculo do valor a ser pago é outro)
5. alteração da unidade de medição
6. injeção de ar comprimido
7. turbina (altera a medição)
8. by pass bomba

Esse último é de uma engenhosidade e de uma maldade impressionantes … os fraudadores simplesmente desviam o produto, depois de medido, por uma tubulação clandestina, retornando o produto para o tanque ou para o bloco medidor conforme diagrama abaixo :

A válvula solenóide que permite o desvio do produto é acionada por controle remoto ! é muita criatividade voltada para o mal …

As 4 principais fraudes nos  TANQUES E INSTALAÇÕES são essas :

1. tanque clandestino com produto adulterado
2. “tubo extra”
3. alterações no densímetro
4. válvula pneumática (três vias)

O Relatório de Fraudes 2008 do IPEM pode ser visto por completo no endereço :

http://www.ipem.sp.gov.br/relatorios/Fraude.pdf

Como se prevenir dessas fraudes ? algumas dicas ;

  1. Desconfie de preços absurdamente abaixos da média do mercado, as margens de combustíveis são pequenas, os fornecedores possuem custos muito parecidos, nada justifica grandes diferenças.
  2. Observe se o densímetro do álcool está se movimentado no ato do abastecimento, se estiver imóvel, existe algum problema.
  3. Conheça a capacidade do tanque de seu carro, ao completá-lo preste atenção se não está sendo cobrado mais produto do que efetivamente caberia no mesmo.
  4. Procure abastecer sempre nos mesmos postos que você já conhece e confia. Preste atenção se o frentista de fato zerou a bomba.
  5. Ao desconfiar de algo, exija que seja feito o teste de qualidade do produto e que a bomba seja aferida em sua frente, todo consumidor tem esse direito.
  6. Procure postos que possuam o selo do controle de qualidade da Cia. Distribuidora.
  7. Se identificar algum problema ligue para o SAC da distribuidora cuja bandeira o posto ostenta.

Os postos fraudadadores não representam nem 1 % dos mais de 35 mil postos existentes no país, porém, infelizmente, esses criminosos acabam denegrindo a imagem de uma classe de empresários sérios, que empregam milhares de pessoas, arrecadam milhões de impostos, disponibilizam para a sociedade uma infra-estrutura essencial e investem milhões a cada ano. Além dos danos ao consumidor e à imagem da categoria, esses fraudadores bagunçam o mercado praticando preços irreais o que acarreta a desorganização financeira dos bons revendedores. As distribuidoras, o SINDICOM e os Sindicatos de revendedores tentam a todo custo combater esse mal que assola o segmento, muita coisa melhorou porém ainda existem vários problemas a serem resolvidos, entendo que somente a mobilização dos consumidores vai sensibilizar de fato as autoridades a tomarem medidas enérgicas para combaterem esses criminosos.


Quantum of Solace

7 de novembro de 2008

Como a safra de filmes não tem sido muito boa, estava com enorme expectativa pelo novo filme de 007, não só pelos trailers mas principalmente pelo último filme, Casino Royale, que foi muito bom.

Assisti hoje a noite, logo no dia da estréia, e, infelizmente, não gostei muito. O enredo que começa com James Bond querendo se vingar da morte de Vésper (por quem se apaixonou no último filme), se perde completamente ao converter-se numa trama para um golpe de estado na Bolívia !! que danado o melhor agente secreto do mundo vai fazer no país mais pobre da America do Sul ? até as cenas de ação (muito bem feitas por sinal), trazem uma sensação de deja vu … tudo bem que o Daniel Craig está personificando um 007 mais próximo das pessoas normais, se machucando o tempo todo, sangrando, tomando pancada, porém, não precisa ficar o tempo todo parecido com o Bruce Willis nos filmes Duro de Matar ! o cara fica quase o filme todo, sujo, despenteado e esfarrapado ! 007 que se preze tem que estar de smoking, com o cabelo penteado e com uma bela mulher ao lado … nesse quesito, diga-se de passagem, a personagem de cinema que todo homem gostaria ser mas não tem coragem de assumir, tem deixado a desejar … quase duas horas de filme e o cara só se dá bem com duas ! e mesmo assim, com uma delas, o máximo que ele consegue é um selinho no final do filme ! decepcionante … na época de Sean Connery, eram 6 ou 7, no mínimo, por filme … Tiradas engraçadas e o ar cafajeste são marcas registradas de 007, nesse filme nem a tradicional frase “meu nome é Bond … James Bond” é dita, pelo contrário, Daniel Craig passa todo o filme de cara fechada, emburrada, parece que ainda está sentindo as pancadas nas partes baixas que ele levou no último filme …

Bem, pelo menos assisti alguns trailers de novos filmes que estão vindo por aí que parecem serem bons : Rede de Mentiras com leonardo Di Caprio e Russel Crowe, Max Payne com Mark Wahlberg, Sete Vidas com Will Smith e Passageiros com Anne Hathaway. Assisti também, semana passada, As duas faces da Lei, com Robert de Niro e Al Pacino. Um bom thriller policial, com um ótimo elenco, nada mais, nada menos.


Professor Rosseti - Artigo

6 de novembro de 2008

Reproduzo abaixo um artigo recente do Professor Rosseti. O mesmo é extenso e repleto de termos de “economês”, porém, tratando-se do autor, recomendo fortemente a leitura. O Professor Rosseti é um dos mais brilhantes economistas do Brasil, é professor da Fundação Dom Cabral, participa de diversos Conselhos de Administração e é o facilitador dos trabalhos de Planejamento Estratégico e construção de ambientes de Governança Corporativa de grandes empresas do país, inclusive da nossa. Como se não bastasse o seu brilhantismo nas áreas de Economia e Administração, Rosseti é também uma pessoa extremamente agradável além de exímio contador de causos e piadas, sempre com o seu forte sotaque do interior de São Paulo.

________________________________________________________________________________________________________

A CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL:
DIMENSÕES, IMPACTOS E APRENDIZAGEM

Por José Paschoal Rossetti

As dimensões alcançadas pela economia global neste final da primeira década do século XXI não têm precedentes históricos. Tracionada por um extenso conjunto de fatores, atingiu magnitudes assustadoras. Convertidos em dólares pelo critério da paridade do poder aquisitivo, os Produtos Nacionais Brutos (PNBs), somados, totalizaram no final de 2007 US$ 65,5 trilhões, com presenças até então inusitadas de países emergentes entre as quinze maiores economias do mundo. As quinze maiores totalizam US$ 46,8 trilhões, 71,5% da economia mundial, revelando alta concentração da atividade produtiva global, por países, mas com expressiva representatividade dos emergentes (BRICs mais México, Coréia do Sul e Turquia): seus PNBs somam US$ 17,5 trilhões, 37,4% das quinze mais importantes nações industriais do mundo.

Esta expressiva participação de países emergentes entre os quinze maiores, é um dos aspectos da recente globalização das cadeias produtivas reais e financeiras. Outro aspecto é a crescente relação entre as correntes mundiais de comércio de mercadorias e serviços: em 1970, representavam 12,1% do Produto Mundial Bruto (PMB); em 1980, 13,4%; em 1990, 19,7%; em 2000, 26,0% e em 2007, 27,9%, com projeções que apontam para mais de 40% em 2020. Uma terceiro aspecto é a expressão alcançada pelos investimentos estrangeiros diretos, que cruzam fronteiras tanto para aquisição de ativos produtivos já instalados, quanto para construção de novas operações. O crescimento desses fluxos tem sido exponencial: em valores correntes, saltaram de US$ 131 bilhões anuais no período 1984-89, para US$ 1,2 trilhões entre 2000-2007, duplicando de cinco em cinco anos e aumentando sua expressão em relação ao PMB, de 1,04% para 2,71% e com crescente destinação para emergentes, de 4,1% para 26,7% no mesmo período.

Estes números traduzem as megamudanças político-ideológicas, geopolíticas e econômicas que ocorreram nos últimos cem anos. Na dimensão política, evoluímos de sistemas antagônicos e radicalmente opostos, para desradicalizações e daí para proposições de governança global. Na geopolítica, as ênfases eram a soberania e a segurança nacionais, diante da perspectiva latente de confrontações bélicas de amplitude mundial. Com os processos de abertura e de desfronteirizações, enfatizam-se hoje preocupações com a segurança global. Em sintonia com esses movimentos, a ordem econômica evoluiu da era das fronteiras fechadas e protegidas para a era da abertura, de que resultou a globalização das cadeias produtivas, reais e financeiras.

Todas estas megamudanças têm por implicações fundamentais os “colamentos” e os “efeitos-contágio”, positivos e negativos, de praticamente tudo o que ocorre no interior das economias nacionais. Não há país minimamente importante que se possa considerar “deslocado” das novas concepções político-ideológicas e das novas ordens geopolítica e econômica globais. E, obviamente, os graus de impacto dos “efeitos-contágio” são tão maiores quanto mais importantes forem as dimensões das economias em que se formam as grandes ondas de repercussão global.

É o que ocorreu agora. A crise financeira não é de pequenas dimensões nem de amplitude restrita. Os impactos variam de intensidade entre os países e entre as suas cadeias produtivas, mas são de abrangência global. A dimensão não tem precedentes: é uma brusca freada na economia mundial, que vinha crescendo (média do qüinqüênio 2003-07), 4,5% ao ano, 24,6% acumulados em cinco anos. Considerando o valor do PMB pelo critério das paridades, esta taxa corresponde a US$ 2,9 trilhões anuais, ou a R$ 16,1 trilhões em cinco anos: uma expansão que equivale a bem mais de um Brasil a cada ano ou – o que é ainda mais assustador – a bem mais de um Estados Unidos a cada cinco anos. Obviamente, uma freada nesta velocidade pode ser desastrosa, pelas desarrumações que produz.

Durante os últimos anos, na gestação desta crise, a economia global vivia uma fase exuberante. Os fatores de seu notável crescimento eram muitos e vetorialmente articulados. Listamos dez: 1. crescimento demográfico, com impactantes mudanças ambientais (74,5 milhões de habitantes a mais por ano no mundo); 2. aspirações sociais em alta, movidas pela remoção de barreiras à informação; 3. preço dos bens finais em queda, por crescentes economias de escala, nanotecnologia, eficiência das operações produtivas e importações de países emergentes de baixos custos; 4. inclusão da base das pirâmides sócio-econômicas; 5. descartabilidade de produtos, acelerada por revoluções tecnológicas (a obsolescência técnica antecipando-se à funcional); 6. liquidez alta e farta disponibilidade de crédito, embora não inteiramente lastreada; 7. investimentos de 23% do PMB, correspondentes a US$ 15,1 trilhões anuais, US$ 4,1 trilhões por dia, US$ 1,7 bilhão por hora corrida; 8. expansão do número e das dimensões das empresas em todos os negócios (de 2000 a 2007, as empresas de capital aberto em todas as bolsas de valores aumentaram de 29.300 para 46.509, a um ritmo de 9,7% ao ano, enquanto seu valor de mercado saltou de US$ 30,9 para US$ 60,8 trilhões, 14,5% ao ano; 9. abertura de mercados; e 10. vigor dos grandes países emergentes.

Mas em meio a este elenco de condições positivas, havia um conjunto também amplo de preocupações e de sinais de alerta. Listamos também dez: 1. questões ambientais (pressões sobre o capital natural, aquecimento global e exigência de novas fontes de energia, limpas e renováveis); 2. assimetrias temporais nos investimentos (lentidão das indústrias de base, face à explosão dos mercados finais); 3. altas nos preços dos insumos básicos (seja pelo descompasso procura/oferta, seja por especulação); 4. estado macroeconômico dos Estados Unidos (dívida pública de US$ 10 trilhões, déficit fiscal de US$ 480 bilhões e déficit em transações externas correntes de US$ 840 bilhões); 5. alto endividamento das famílias nos Estados Unidos, 68% com hipotecas imobiliárias, das quais 76% sob riscos preocupantes, há mais de três anos denominados de “operações subprime”; 6. temores dos impactos que eventual onda de inadimplência das operações financeiras de alto risco pudessem ter na economia norte-americana; 7. achatamento do crescimento dos Estados Unidos: 3,6% (2004); 2,9 (2005); 2,8% (2006) e 2,0% (2007); 8. alta alavancagem dos bancos, tanto nos Estados Unidos como em países da Europa Ocidental (três vezes superior aos níveis tecnicamente aceitáveis); 9. esfriamento do crescimento chinês, por restrições às super-ofertas de seus produtos nos mercados ocidentais; e 10. restrições crescentemente severas dos ambientalistas aos avanços do crescimento, bem mais vigorosos que a consciência e a prática da reciclagem.

Diante destes cenários – tanto o de exuberância, quanto o de condições adversas – projetavam-se anos menos brilhantes à frente. Não faltaram prenúncios: 1. ataques especulativos entre 1997 e 2003, produzindo crises de confiança, ainda que pontuais e localizadas; 2. fraudes e escândalos no mundo corporativo, evidenciando fragilidades em processos de governança; 3. erros de agências de avaliações de riscos e descuidos de grandes empresas de auditoria, que também abalaram a confiança dos agentes econômicos; 4. visível hipertrofia do setor financeiro, movida pela criatividade na construção de novos produtos, frutos de sofisticada e pouco amigável “engenharia bancária”.

Como ocorre com a maior parte das crises econômicas e financeiras, a gestação é longa e silenciosa; a eclosão e seus impactos são extremamente velozes e rumorosos. Em poucos dias destroem-se práticas perversas acumuladas em anos. E as conseqüências se tornam rapidamente visíveis, contaminantes e apontando para o caos. Algumas conseqüências são evitáveis e administráveis; outras são inevitáveis e de controle mais complexo; outras são incontroláveis. O grau de nocividade das listáveis em cada um deste três grupos não é igual: vão de baixos a desastrosos, estes decorrentes das conseqüências descritas como incontroláveis.

Os graus de preocupação dos agentes econômicos com as conseqüências da crise, mesmo com as evitáveis, são generalizadamente altos, especialmente dos que se encontram no topo do mundo corporativo. A prudência recomenda ajustes, mudanças comportamentais, cortes em custos, foco na robustez do caixa e revisão de objetivos, especialmente investimentos que não haviam ainda saído do papel. Ocorre que todas estas ações têm efeitos contracionistas, porque são unidirecionais. Praticamente todos as adotam, em operações que visam sobretudo a sobrevivência. E contribuem para o agravamento do estado macroeconômico da crise, não obstante ponham os ativos sob proteção, em seus restritos círculos microeconômicos.

Obviamente, as razões mais fortes das conseqüências inevitáveis têm a ver com o epicentro da crise, mas uma parte expressiva resulta das reações dos agentes econômicos à  própria crise. Esta é a razão maior de sua rápida propagação e do perigo de ela se tornar incontrolável. Se ocorrer, o descontrole resultará de crise aguda de confiança, de redução radical de expectativas e de pânico. Tendo consciência de que ele pode se instalar, as reações iniciais são agudas e ficam a um passo do desespero e do salto de todos para o fundo do precipício. E mais: há fatores que ampliam este risco, entre os quais a alta sensibilidade dos agentes econômicos à informação dos efeitos “trágicos” desencadeados, a defasagem de efeito de medidas governamentais de salvamento, a busca pretensamente racional por “portos seguros” e os efeitos multiplicadores da crise de liquidez decorrente da ida furiosa para estes portos. Rapidamente, no interior de cada economia, a crise migra do setor financeiro para o real, de ambos para o das transações internacionais e de todos, finalmente, para o governo, o último baluarte. Soam então os sinos do apocalipse.

Durante curto espaço de tempo, pelos efeitos em bola de neve destes processos, o mundo dos negócios e as condições de sobrevivência de todos ficam entre o reordenamento e o desmoronamento. Mas aí podem entrar em cena os fatores endógenos que sustentam os sistemas em equilíbrio homeostático. Se o tempo de duração dos fatores internos e externos de ruptura alongar-se ou se a intensidade desses fatores for exageradamente alta, o equilíbrio se rompe e o sistema desmorona. Mas, se ocorrerem no âmbito macro, medidas compensatórias das micro rupturas, a integridade e os fundamentos do equilíbrio sistêmico se mantêm. As forças entrópicas destrutivas são mitigadas e, pouco a pouco, anuladas.

O reordenamento então prevalece sobre o desmoronamento.

É o que parece ter ocorrido com esta crise financeira internacional. Entre os mecanismos compensatórios das micro rupturas, os mais eficazes foram a cúpula global para acompanhamento e controle dos efeitos inevitáveis, bem como a rápida adoção de medidas anti-depressivas, o quanto possível compatíveis com as dimensões da crise. Não se jogaram bolinhas de pingue-pongue em pinos de boliche. Ao erro de deixar à própria sorte um dos mais tradicionais bancos dos Estados Unidos, sucederam-se medidas de peso, rápidas e eficazes, se não para debelar todos os efeitos da crise, pelo menos para evitar o pior – o generalizado estado de descontrole, em que todos buscam os mesmos “salvamentos” e todos naufragam juntos.

Em síntese: não há como admitir que a atual crise financeira internacional não terá conseqüências. Mas a lógica irracional das manadas está sob controle. Pode ainda desencadear-se, mas com o passar dos dias é cada vez menos provável que ocorra. Em, além das inevitáveis conseqüências, sempre restam aprendizados positivos.

Entre as conseqüências inevitáveis, a mais visível deverá ser a redução, temporária e gradualmente recuperável, do crescimento econômico global e o lamentável retraimento do processo de inclusão das bases das pirâmides sócio-econômicas. Por um bom tempo, o capital acionário das empresas deverá manter-se bem abaixo dos valores alcançados no final de 2007. Os balanços internacionais de pagamentos estarão abalados em seus fundamentos estruturais. As fugas para a qualidade (fight to quality) nos mercados financeiros não retroagirão tão rapidamente quanto ocorreram. A liquidez permanecerá baixa, mas não radicalmente destruída por comportamentos massivos e furiosos. Capitais repatriados não retornarão tão facilmente quanto saíram dos países hospedeiros. O ano de 2009 será menos próspero, por mais que as mensagens natalinas e de ano novo reprisem os tradicionais votos de prosperidade. Mesmo assim, espera-se por crescimento, ainda que discreto.

Qual o número do crescimento? Não importa tanto. O que mais conta a esta altura é que o big global crash (quebradeira sistêmica, de amplitude global) foi evitado, não obstante estarmos sob os desconfortáveis impactos de big crunch (grande contração). Enfim, recessão sim, significando redução do crescimento; mas depressão profunda não, o que significaria variações negativas acentuadas do Produto Mundial Bruto. Para o Brasil, as expectativas são de menor crescimento, com níveis ampliados de incertezas. Algo como 2,5% de variação positiva do PIB, mais ou menos 1,5%. Nada muito distante da nova (e, espera-se, transitória) realidade econômica mundial.

José Paschoal Rossetti é professor e pesquisador da Fundação Dom Cabral. Autor, entre outros livros, do clássico Introdução à economia (São Paulo,Editoras Atlas, 21 edições).


Formula 1 e Futebol

4 de novembro de 2008

Que corrida fantástica ! o final do GP Brasil neste domingo foi digno de um roteiro de cinema, incrível, fazia tempos que não vibrava tanto ao assistir uma corrida ! em menos de 02 minutos passei, e acredito que todos que estavam assistindo a corrida, da euforia e da incrédulidade para a decepção, na verdade para uma leve decepção. É óbvio que a vitória de Massa, com o título mundial, no Brasil, na última corrida e na última volta, seria uma coisa inesquecível, porém, depois de tudo que aconteceu no campeonato, lembrando-se da vantagem construída pelo Hamilton ao longo do ano e das trapalhadas da Ferrari (Cingapura, Mônaco, Hungria e etc.), não dá para ficar chateado ou achar que houve injustiça, na verdade seria um enorme azar o inglês perder pelo 2o ano consecutivo, por um pontinho apenas, na última corrida do ano.

Massa fez bonito, fez sua parte, ganhou Hamilton com méritos e justiça, teremos um campeonato em 2009 disputadíssimo pois Massa vai com toda moral e apoio da Ferrari tentar buscar o título perdido esse ano, além do que, aparentemente, teremos Alonso mais forte e um Vettel (a grande promessa da F1) numa equipe com mais coondições. A temporada promete.

Quanto ao futebol o calvário do Vasco continua … ganhou do Fluminense , jogando mal mas que é melhor que não ganhar, mas infelizmente os demais concorrentes na fuga do rebaixamento também ganharam. Só um milagre salva o Vasco, como não acredito em milagres, continuo torcendo porém já preparando o espírito para o pior … na parte de cima da tabela a coisa embolou de vez … deixaram o São Paulo chegar e agora vai ser difícil tirarem o título do tricolor. O time não joga um futebol bonito, na verdade ninguém está jogando nada, mas é muito eficaz na reta final do campeonato. Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio ainda possuem chances, mas pela irregularidade demonstrada nas últimas rodadas não sou capaz de apostar em nenhum deles.

Meu prognóstico é que o São Paulo será o campeão com Palmeiras, Grêmio e Cruzeiro completando o G4 para representarem o Brasil na Libertadores, na parte de baixo da tabela , Ipatinga, Atlético Paranaense, Figueirense e Náutico serão rebaixados, o Vasco e o Fluminense vão escapar na última rodada. Faltam 5 rodadas, vamos acompanhar o que vai acontecer.


Dicas

28 de outubro de 2008

Recebi hoje o e-mail abaixo de um colaborador da ALESAT, como penso que essa deve ser uma questão comum a várias pessoas, vou reproduzir o mesmo juntamente com a resposta que enviei.

E-mail recebido :

Jucelino,

Sou grande admirador de seu trabalho e crescimento. Confesso que fiquei muito impressionando com o seu crescimento profissional após a fusão, talvez porque somente após esse período que tive a oportunidade de ter mais contato com você. Fico admirado como você consegue fazer tantas atividades ao mesmo tempo e bem: trabalhar, ler livros, jornais, revistas, cinema, praticar esportes, inglês e claro cuidar da família.

Devido a isso tudo, tomei a liberdade de passar esse e-mail para pedir dicas e sugestões de como organizar bem o nosso tempo (com base em sua experiência) e que indicasse três bons livros de gestão empresarial. Em resumo, o que devemos fazer para traçar bem nossa carreira e transformá-la em bem sucedida?

Atenciosamente,

minha resposta :

Obrigado pelos elogios e não precisa se desculpar pelas perguntas, estou sempre a disposição. Sem dúvidas o processo da fusão foi um grande aprendizado, na verdade estamos sempre aprendendo alguma coisa, a empresa cresceu e todos nós tivemos que nos preparar para as novas e maiores responsabilidades que vieram, comigo não foi diferente.

A questão da administração do tempo é de fato uma das coisas mais importantes na vida profissional, fico impressionado como esse assunto não é ainda explorado em sala de aula … O segredo está na definição de prioridades, em saber escolher o que é mais importante, não adianta querer tentar fazer tudo. Comece definindo o tempo que você quer dedicar de seu dia, ou de sua semana, a cada uma das coisas que você considera importante : trabalho, lazer, família e etc . Dentro desse tempo pré-definido relacione suas prioridades, e aí seja disciplinado em seguir o que você definiu, por exemplo : Eu trabalho no máximo 8 horas por dia, não mais nem menos do que isso, porém dentro do meu dia eu dedico-me intensamente a resolver as questões que são mais prioritárias, eu não me incomodo de deixar coisas para o dia seguinte, porém em hipótese alguma deixo coisas importantes para o dia seguinte. Na vida pessoal é a mesma coisa, reserve um tempo para você, para sua esposa e para seus filhos e não abdique deles em hipótese alguma, se você tiver disciplina e força de vontade verá que é possível sim conciliar todas as coisas. Outro aspecto super importante é saber delegar, é saber confiar nas pessoas, nas posições de comando é preciso saber dividir a responsabilidade e o mérito, é preciso trabalhar em equipe, não dá para ter o controle de tudo ou querer meter a mão em todas as coisas, ninguém cresce profissionalmente trabalhando com pessoas medíocres, se você está num time ruim, por maior que seja o seu esforço, o desempenho geral também será ruim, e sem resultados ninguém cresce profissionalmente.

Para uma boa carreira profissional penso que é preciso ter equilíbrio em 03 pontos  :

Conhecimento : Nunca é demais … Tem que se aprimorar sempre, tem que ler, fazer cursos, participar de seminários e ouvir bastante os outros, e não basta apenas dominar a área que se trabalha, tem que conhecer de tudo um pouco.
Relacionamento : Não adianta ser um intelectual se não sabe lidar com as pessoas, tem que exercitar a capacidade de relacionar-se e de comunicar-se.
Iniciativa : Por melhor que você seja tem que correr atrás, tem que assumir riscos, não adianta ser o melhor profissional do mundo e não prontificar-se para novos desafios, se ficar sentado esperando que as coisas caiam do céu vai se frustrar.

Quanto aos livros, vou sugerir alguns que são a base de boa parte do conhecimento que tenho, e que uso, hoje em dia :

  • INTRODUÇÃO AO MARKETING de PHILIP KOTLER
  • MAPAS ESTRATÉGICOS: BALANCED SCORECARD de ROBERT KAPLAN, DAVID NORTON
  • GOVERNANÇA CORPORATIVA: FUNDAMENTOS, DESENVOLVIMENTO E TENDENCIAS do Professor Rossetti
  • NASCIMENTO DA ERA CAÓRDICA de Dee Hock
  • FEITAS PARA DURAR de JAMES COLLINS

Espero ter ajudado, abraços !


Mais um prêmio - Governança !!

28 de outubro de 2008

Esta noite, em São Paulo, a ALESAT receberá o Prêmio IBGC de Governança Corporativa na categoria empresa Não-Listada. Trata-se de um importante reconhecimento às nossas práticas de gestão, controles, transparência e ao relacionamento entre Executivos, Conselho de Administração e Acionistas. Estamos muito orgulhosos por mais esse degráu atingido.

Criado em 1994, o IBGC é uma importante entidade, que tem como objetivo colaborar com a qualidade da alta gestão das organizações brasileiras.

Criado em 2005, o Prêmio visa ampliar o número de empresas, instituições e profissionais sensibilizados pela mensagem do IBGC, além de servir como um método de auto-avaliação para as organizações. Seus critérios de análise baseiam-se nas melhores práticas de governança corporativa.

O Prêmio subdivide-se em quatro categorias: Empresas Listadas; Não-Listadas; Inovação; e Evolução. Pela categoria Empresas Não-Listadas, quem conquistou a premiação, em 2007, foi a empresa Fleury Medicina e Saúde; e no ano anterior, a empresa de comunicação multimídia RBS (Rede Brasil Sul de Comunicação), que opera no Sul do País; em 2005, a vencedora foi a Microsiga, atual Totvs.


Livro para voar

27 de outubro de 2008

O projeto Livro para Voar é mais uma iniciatia da ALESAT para integrar-se às comunidades onde os postos estão localizados. O projeto pretende estimular a perda de livros afim de democratizar a leitura e criar uma biblioteca a céu aberto. A ação remete ao bookcrossing, prática muito conhecida no exterior, que estimula a perda proposital de um livro em um local público para que um desconhecido encontre, leia e volte a perdê-lo, reiniciando este ciclo.

136 postos ALE serão Zonas Oficiais de troca e doarão 6.750 livros, sendo 20 títulos, todos da Editora Record, em 6 capitais brasileiras – Natal, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba, Vitória e Rio de Janeiro. A idéia é que o Brasil passe a ficar em segundo lugar no ranking mundial do www.bookcrossing.com . O primeiro lugar é dos EUA. Neste site mundial, o Brasil está hoje em 19º lugar com 133 livros trocados. Com a ação de guerrilha da ALE, passará a ter pelo menos 6.750 livros na rua, ficando à frente do Reino Unido, atual segundo lugar, que tem 6.200. Está sendo também criado o hotsite www.livroparavoar.com.br , que mostrará o acompanhamento dos lugares por onde os livros estão sendo perdidos.

O movimento começou em Natal e integrará as outras praças aos poucos – a ação durará três meses no total, mas tem potencial de o movimento seguir independentemente. Abaixo as datas de início em cada praça:

Natal – 14 de outubro
São Paulo – 27 de outubro
Belo Horizonte – 28 de outubro
Rio de Janeiro – 29 de outubro
Curitiba – 30 de outubro
Vitória – 31 de outubro

A iniciativa já foi objeto de uma matéria na TV Globo em Natal, e este final se semana foi mencionado na VEJA SP, abaixo reproduzo a matéria :

Perca seu livro por aí

Se você encontrar um livro no ônibus ou no banco da praça a partir de quarta (29), não precisa procurar o dono. Leia-o, cadastre o número da etiqueta no site www.livroparavoar.com.br e perca-o novamente por aí, participando do BookCrossing, uma rede de trocas presente em noventa países. Quem preferir pode levar - ou buscar - o seu a um dos 58 postos de combustível Ale na cidade. A rede encabeça a campanha espalhando pela capital mais de 2 900 unidades de vinte títulos.


Dá-lhe ALE - Fotos e vídeos

23 de outubro de 2008

Alguns revendedores me procuraram durante a convenção e outros me passaram e-mail ou postaram mensagens nesse blog quanto a terem acesso às fotos, vídeos e material das palestras do evento, a todos tenho a dizer que não precisam se preocupar pois nos próximos dias estarão recebendo em seus postos um DVD com todo o material do evento. Abaixo divulgo algumas fotos para matarmos a saudade :

Minha palestra de abertura do evento

Paulo Miranda, Presidente da FECOMBUSTíVEIS, passando seu recado a todos os revendedores ALESAT.

Show de Alceu Valença e Elba Ramalho que agitou a galera na 5a. feira a noite, a mais pura MPB de origem Nordestina encantou a todos.

A excelente palestra de Bernadinho

O engraçadíssimo show Nós na fita !

A emocionante festa de encerramento


O que Fazer Nesta Crise?

21 de outubro de 2008

Recebi o texto abaixo, escrito pelo Stephen Kanitz, o mesmo me foi enviado por Walfredo, bom baiano e grande amigo. Vale a pena a leitura, nesse momento de tempestade de pessimismo, nada como uma brisa de otimismo.

____________________________________________________________________________

O que Fazer Nesta Crise? (Por Stephen Kanitz)

Toda crise tem sete fases:

Fase 1. Não há problema na economia, diz a autoridade econômica, é tudo
boato.
Fase 2. Sim, temos um problema, mas tudo está sob controle.
Fase 3. O problema é grave, mas medidas corretivas já foram tomadas.
Fase 4. O problema é muito grave, mas as medidas emergenciais surtirão
efeito.
Fase 5. Pânico geral e salve-se quem puder.
Fase 6. Comissões de inquérito e caça aos culpados.
Fase 7. Identificação e prisão dos inocentes.

Os Estados Unidos e a Europa estão na fase 5. Brasil, China e Índia estão na Fase 3. Precisamos nos proteger contra a possibilidade de chegarmos à Fase 5, quando basta um entrevistado na televisão afirmar ‘que esta crise é igual ou pior que a de 1929′, como vários já falaram, ou escrever no jornal ‘as conseqüências da crise chegaram definitivamente no Brasil’, como já foi publicado, e gerar pânico por aqui.

Não, a crise ainda não chegou ao Brasil, ainda estamos na Fase 3 e mesmo
se crescermos 0% este ano, o que ninguém prevê, toda empresa irá vender a
mesma coisa no ano que vem. Sua promoção pode estar em risco, mas não o
seu emprego.

Ademais esta crise nada tem a ver, nem terá, com a severidade da crise de
1929, quando 25% dos trabalhadores perderam seus empregos e que durou até 1940 com 14%. Na pior das hipóteses, o desemprego nos Estados Unidos
aumentará 3%, mesmo assim só por 24 meses.

Se tivessem líderes administrativos socialmente responsáveis, eles já teriam ido a público garantir que manteriam o nível de emprego de suas empresas nos próximos 12 meses. Hoje custa mais para se treinar um novo funcionário do que para mantê-lo fazendo algo por 12 meses.

Depois que Alan Greenspan e Nouriel Roubini saíram dizendo que a crise era
igual à de 1929, todos os americanos pararam de gastar, aumentando sua
poupança e prevendo o pior. Ninguém sabe quem serão os 25% de desempregados. Quando 100% dos consumidores param de gastar por um único mês, cria-se uma espiral recessiva imprevisível. Outra alternativa seria
alertar os 3% que talvez sejam demitidos para economizar, para que os 97%
possam manter normalmente suas compras evitando a espiral recessiva.

Na crise de 1929, 4.000 bancos quebraram, e a mera referência a 1929 como
fizeram Greenspan e Roubini, leva pessoas leigas a correr para os bancos,
o que aconteceu agora na Europa.

A imprensa perdeu a capacidade de filtrar e processar informação premida
pelo tempo exíguo para colocar tudo na internet. Publicam o que vier especialmente se for notícia ruim.

Nenhum banco comercial irá quebrar, nenhum ainda quebrou nos EEUU, e mesmo se forem um ou dois, nada se compara com 4.000. Bancos sempre quebram, mas ninguém percebe. Mesmo se quebrarem, o seu dinheiro, ao contrário de 1929, está no fundo DI e não no Banco. O Fundo DI está no SEU NOME e dos demais cotistas, e se um banco brasileiro quebrar, o que não vai acontecer, seu dinheiro está salvo. No máximo você terá de esperar uma semana para a troca de administrador do seu fundo. O dinheiro está aplicado em títulos do tesouro em SEU NOME, não do Banco.

Deixar o dinheiro onde está é o mais seguro. Se você resgatar o seu fundo
DI, o dinheiro cai na sua conta, e se o banco quebrar justo neste dia,
você vira um credor do banco. Nossos bancos estão recebendo depósitos dos
apavorados estrangeiros. Muita gente em pânico está saldando suas cotas em
fundos de ações e o seu gestor é OBRIGADO a vender uma ação mesmo com ela caindo 20% no dia, algo que você jamais faria.

Acionistas majoritários não estão em pânico, nem podem nem querem vender
suas ações. Só os minoritários se sentem uns idiotas porque não venderam
na ‘alta’.

Não temos bancos de investimento no Brasil. De fato, Roberto Campos
implantou neste país este mesmo modelo americano que está ruindo, mas
felizmente foi uma lei que ‘não pegou’. Problema a menos.

Só temos bancos comerciais, e estes são muito bem controlados pelo Banco
Central. Além do mais, nossos bancos têm dono, e por isto estão pouco
alavancados, 4 a 5 vezes, contra 20 a 25 vezes dos bancos de investimentos
americanos.

O Brasil não está alavancado. Nossos créditos diretos ao consumidor não
passam de 36% do PIB, e devem crescer para 40% no ano que vem. Os Estados
Unidos estão alavancados em 160% do PIB e é esta desalavancagem súbita que está causando problemas.

Nosso Banco Central adotou o que venho alertando há anos a países e
famílias - a política de ter reservas para os dias de crise e hoje temos
US$ 200 bilhões. Pela primeira vez o Brasil tem reservas para sustentar
uma crise duradoura, sem ter que se endividar para cobrir furos de caixa.

Temos um sistema financeiro dos mais modernos e rápidos do mundo
implantado devido à inflação galopante dos anos 90. Nos Estados Unidos
demora-se duas semanas para se descontar um cheque entre bancos, por isto
o sistema travou. Nenhum banco confia em outro banco numa crise destas.

Esta é a hora para disseminar a nossa força, as nossas reservas, a
competência de Henrique Meirelles, primeiro administrador financeiro
(Coppead) a comandar o nosso Banco Central, e já se nota a diferença. Está
na hora de mostrarmos ao mundo que como a China e Índia, nós vamos crescer via mercado interno, com produtos populares, tese que há anos venho
defendendo.

Esta é a hora de mostrar o que DÁ CERTO no Brasil em vez de conseguir fama
no rádio e na televisão mostrando o que poderia dar errado.

Lembre-se que os verdadeiros culpados já estão se movimentando para culpar os inocentes, e assim saírem incólumes e mais poderosos.

Stephen Kanitz


Posto mais bonito do Brasil

20 de outubro de 2008

Mais um prêmio para a ALESAT ! no tradicional concurso que elege os Postos Mais Bonitos do Brasil em diversas categorias, promovido pelo SINCOPETRO-SP, o Posto ALE de Tiradentes/MG ganhou o 1o lugar na categoria Posto Temático.

Este é mais um prêmio que muito nos orgulha, demonstrando o reconhecimento à marca ALE e a competência e o zelo no cuidado com a imagem que tem a nossa revendedora, Sr. Cecília Ramalho Barbosa.

Parabéns a todos !


Jucelino Sousa é viabilizado graças ao WordPress
Feed de Texto (RSS) e Feed dos Comentários (RSS).
Espírito de equipe

Num jogo memorável, o ex-melhor jogador de basquete, Michael Jordan, fez 67 cestas numa só partida. Naquele mesmo jogo, um iniciante marcou apenas uma cesta. Ao final, perguntado sobre sua visão do jogo, o novato disse que lembraria para sempre do jogo em que ele e Jordan, juntos, marcaram 68 pontos.

Ápyus.com © 2007 Ápyus - E-mail: marlos@apyus.com - Site: www.apyus.com