Jucelino Sousa

Diário Virtual

Arquivos de setembro de 2008

A crise continua - 2o capítulo

30 de setembro de 2008

Participei essa noite de um jantar em São Paulo, a convite do Unibanco, onde estiveram presentes : Pedro Malan (dispensa apresentações) , Marcos Lisboa (ex-Secretário de Política Econômica) e Eleazar de Carvalho (Presidente do Banco de Investimentos do Unibanco e ex-Presidente do BNDES), além de outros executivos e empresários de diversos setores. O grupo era formado por cerca de 20 pessoas e o assunto discutido não poderia ser outro : a crise financeira mundial.

Os comentários não foram diferentes do que tenho lido e ouvido a respeito do assunto : a situação é grave, o aperto de crédito será geral e a desaceleração da economia mundial, e brasileira em particular, será inevitável. Porém o que mais me impressionou não foram os comentários, cheios de detalhes e sabedoria, proferidos por pessoas com profundo conhecimento de economia e com larga experiência nas mais diversas situações e funções nos setores público e privado. O que mais me chamou a atenção foi o tom de preocupação, de incredulidade e de desconforto de todos, quanto a predizer quais aos possíveis desdobramentos dessa crise. Todos foram unânimes em dizer que o que está acontecendo é diferente de tudo que ocorreu antes na economia mundial, que não existe a convicção de que as ferramentas ortodoxas de política econômica serão suficientes para lidar com uma crise tão heterodoxa, que não se tem ainda a devida noção do nível de contaminação dos mercados financeiros da Europa e de outras regiões do mundo e que não se pode predizer qual a duração dessa crise.

Apesar do clima nebuloso acreditam que o Brasil sairá disso tudo menos chamuscado que outros países, mas que para isso, será necessária muita habilidade das autoridades para condução da economia enquanto perdurá a crise, habilidade essa, diga-se de passagem, que até esse momento não foi testada. Colocaram como prioridade para o Governo Brasileiro um aumento da poupança pública através da redução de gastos governamentais (disponibilizando mais recursos para o setor privado) e uma revisão dos níveis do compulsório dos bancos brasileiros que é hoje um dos maiores do mundo.

A crise se agrava …

29 de setembro de 2008

A conjuntura econômica mundial continua deteriorando-se dia após dia, cada momento é uma surpresa, parece um pesadelo que não tem mais fim. No momento que estou escrevendo este post a Bovespa está caíndo 10 % atingindo 45.000 pontos, ou seja, há pouco meses atrás este índice era de 70 mil pontos, uma queda vertiginosa de mais de 35 %, e parece que ainda não chegamos ao fundo do poço.

Apesar da tentativa de aprovação do pacote de ajuda às instituições financeiras pelo Governo Americano, o mercado continua nervoso e apreensivo. A semana começou com os primeiros sinais de contágio aos Bancos Europeus, várias instituições do Reino Unido, Alemanha, Belgica e Holanda tiveram que ser nacionalizadas ou socorridas pelo Banco Central Europeu para não terem o mesmo destino dos Bancos Americanos, a falência. O Banco Central Europeu continua injetando dinheiro na economia para que haja liquidez no mercado e para que as linhas de crédito não sejam cortadas, o que agravaria mais ainda a situação, com efeitos imediatos na economia real.

O corte das linhas de crédito é a principal ameaça de contágio para o Brasil, a insuficiência de recursos (para não falar em inexistência dos mesmos), para que a economia continue crescendo, será o grande problema a ser enfrentado pelo Governo Lula este ano e em 2009. Apesar das bravatas presidenciais, não há nenhum indício que o BNDES conseguirá suprir a necessidade de recursos da economia. Os financiamentos de automóveis e outros bens de consumo com prazos a perder de vista e com taxas subsidiadas estão com os dias contados, o prazo será menor e a taxa de juros cada vez maior.

Outro problema a ser enfrentado pelo Governo será a dificuldade de atingimento do superavit primário nesse novo cenário. A queda do preço das commodities em função da recessão mundial certamente trará problemas para manutenção do saldo positivo e crescente da nossa balança comercial.

Participei hoje a tarde de um conference call com Marcelo Salomon, Economista-chefe do Unibanco. A sua visão é de bastante preocupação. Ele acha que o país está bem preparado, que a percepção dos investidores externos sobre o país é extremamente positiva, que todos reconhecem que fizemos o dever de casa e que tão logo a poeira baixe as linhas de crédito serão novamente disponibilizadas para o país. O problema, diz Marcelo, é que neste momento é impossível prevêr quanto tempo levará para que a poeira baixe por completo. O tempo para que as coisas se normalizem dependerá basicamente de três fatores :

  1. A velocidade de ação dos Bancos Centrais : O FED tem agido rápido mas o Banco Central Europeu tem se mostrado muito lento e até certo ponto descrente que o problema na Europa seja tão grave quanto aparenta.
  2. O tempo que os bancos sobreviventes irão levar para se recapitalizar.
  3. O comportamento das empresas e dos consumidores americanos. Se houver uma retração forte de consumo e de investimentos, ou uma crise maior de inadimplência no mercado americano (os mutuários param de pagar as hipotecas, por exemplo), o tempo de recuperação será muito maior.

Apesar do cenário nebuloso, acredita-se que o Brasil poderá com tudo isso crescer 3 % em 2009, e, se o Governo fizer o dever de casa bem feito (cortar gastos, incentivar a poupança interna, reduzir os juros gradativamente ao longo de 2009), podemos chegar em 2010 em melhor posição no cenário mundial do que temos hoje em dia, transformando-se num dos principais portos seguros para o dinheiro do investidor mundial.

Maior boneco de posto do mundo

25 de setembro de 2008

Apresentamos hoje para a população de Natal e para todo o Brasil, a mais nova ação de marketing da ALESAT : O maior boneco de posto do mundo !!! maior que o Cristo Redentor, o boneco vai entrar no livro Guiness dos recordes. Não deixem de visitar o site :

www.omaiorbonecodepostodomundo.com.br

ALE adquire rede de postos Polipetro para ampliar atuação no Sul do país

23 de setembro de 2008

Para acelerar seu processo de crescimento no Sul do país e se consolidar na região, a AleSat Combustíveis, quinta maior distribuidora do país e detentora da marca ALE, adquiriu, no dia 22 de setembro, a distribuidora catarinense Polipetro, com cerca de 130 postos em 110 cidades de Santa Catarina e do Paraná. Os investimentos na aquisição são mantidos em sigilo devido a uma cláusula de confidencialidade prevista em contrato.

De acordo com o presidente da ALE, Marcelo Alecrim, os novos postos irão representar um aumento de 20 milhões de litros no volume comercializado mensalmente pela companhia. “Essa aquisição é muito importante para entrarmos de forma vigorosa nos mercados de Santa Catarina e Paraná, além de sustentar e fortalecer o crescimento da empresa no Sul”, afirma Alecrim. Ele explica que o fornecimento de combustível às 130 revendas Polipetro e  aos 1.300 postos de bandeira branca e grandes consumidores (empresas de transporte de passageiros e de cargas, fazendas e embarcações) atendidos pela distribuidora será feito a partir das bases de armazenagem da ALE em Araucária (PR), Itajaí (SC) e Biguaçu (SC). Num primeiro momento, a bandeira Polipetro será mantida, mas a meta é que os postos passem a adotar a marca ALE num futuro próximo.

Investimentos no Sul

Dos R$ 250 milhões que a companhia irá investir no país até 2012, cerca de R$ 20 milhões serão destinados aos Estados do Sul do Brasil. Nessa região, nos próximos cinco anos, a empresa pretende crescer com mais intensidade, passando dos atuais 28 postos com a bandeira ALE (22 no Paraná e seis em Santa Catarina) para 316, sendo 85 no Rio Grande do Sul, 136 em Santa Catarina e 95 no Paraná.
O início das operações da ALE no Sul do país ocorreu em junho de 2003, com uma base em Araucária (PR). Em julho de 2005, a abertura de uma unidade em Biguaçu marcou a entrada da empresa em Santa Catarina. Em abril de 2008, a companhia inaugurou uma base administrativa em Esteio (RS), cidade próxima a Porto Alegre. Hoje, no Sul, a ALE possui três bases no Paraná (Araucária, Cascavel e Londrina), duas em Santa Catarina (Biguaçu e Itajaí) e uma no Rio Grande do Sul (Esteio).

Sobre a Polipetro

A Polipetro iniciou suas operações em junho de 1996 e, entre as empresas regionais, é líder em Santa Catarina, com cerca de 130 postos e 1.200 empregos diretos e indiretos nos Estados de Santa Catarina e Paraná. Por mês, a empresa distribui 20 milhões de litros a 1.500 clientes, entre postos de sua rede, revendas bandeira branca e consumidores finais. A empresa, que faturou R$ 500 milhões em 2007, tem sede na cidade de Itajaí (SC).

PROER para gringo vêr.

21 de setembro de 2008

Semana difícil essa que passou … Há tempos não se via tamanha  tensão no mercado financeiro, lá fora e aqui. Apesar da economia brasileira estar muito mais preparada hoje de que no passado para resistir a choques externos,não dá para acreditar que não seremos de alguma forma afetados. É esperada uma queda nos preços das comodities e um aperto no crédito, não há motivos para desespero, porém é extremamente salutar alguma cautela neste momento. A excassez de recursos exige seletividade nos investimentos e cuidados redobrados com a inadimplência.

O curioso disso tudo é vermos o Governo dos Estados Unidos reconhecer o problema  e anunciar uma ajuda de 700 bilhões de dólares aos bancos americanos. Há pouco mais de 10 anos atrás, em 1995, quando o Brasil lançou o Proer após vários bancos grandes quebrarem (Nacional , Econômico e Bamerindus), o Governo foi duramente criticado por usar dinheiro do contribuinte para salvar banqueiros da falência. Seguem palavras de José Baía Sobrinho, presidente do Banco Pontual :

No Brasil, entre 1995 e 1997, o preço do ajuste alcançou 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), isso já incluindo o caso recente do Bamerindus. É um valor bem abaixo do que se registrou em vizinhos nossos sul-americanos ou mesmo em países desenvolvidos. No Chile, por exemplo, o custo foi de 19,6% do PIB em 1985. Na Argentina, em 1982, de 13%. Para sairmos da América Latina, basta ver os números em países como aNoruega ou os Estados Unidos. No primeiro, entre 1988 e 1992, gastou-se 4,5% da riqueza nacional. Nos EUA, o buraco, em 1991, chegou a 5,3% do PIB. Essas nações não dispunham de instrumentos similares ao Proer, que é uma invenção nossa, muito bem elaborada, barata e que vem dando certo.”

O nosso PROER custou pouco mais de 30 bilhões de dólares, hoje temos bancos fortes e saneados, nada como uma dia após o outro …

O futuro é do álcool

21 de setembro de 2008

Apesar da recente queda nos preços do petróleo e das perspectivas do Brasil se tornar um país exportador de óleo cru e de derivados no futuro, o setor sucro-alcooleiro não deixa de se apresentar como altamente promissor.

Tudo graças ao enorme potencial energético e a várias inovações tecnológicas. Graças a engenharia genética, as usinas estão agregando à produção tradicional de álcool e açucar, produtos nobres como plásticos, diesel, gasolina comum e para aviação, além da co-geração de energia elétrica a partir da queima do bagaço e da  palha.

As atuais usinas se transformarão no futuro praticamente em refinarias, cuja viabilidade econômica está garantida mesmo que o petróleo chegue a 70 dólares, o que é pouco provável.

Tendências

14 de setembro de 2008

Quase todas as semanas as mais diversas publicações esforçam-se para prever as tendências no tocante às tecnologias do futuro, as profissões mais promissoras, as mudanças de hábito da população, e por aí vai … duas delas, esta semana, me chamaram a atenção pelo exotismo e pelo ineditismo quanto às informações apresentadas.

Você S.A (profissões na era do Trabalho 2.0) :

  1. Desenvolvedor de sementes : Sua função é desenvolvimento de novas caracterísiticas genéticas nas sementes utilizadas pela agricultura.
  2. Arquiteto de informação : Aperfeiçoamento de sites.
  3. Farmoeconomista : Avalia a viabilidade econômica de novos medicamentos.
  4. Marketing olfativo : Adequar o aroma dos ambientes de forma a atrair e reter clientes.
  5. Consultor de agricultura sustentável : Auxilia a integração entre a atividade agrícola e a preservação do meio-ambiente.
  6. Cientista de exercício : Prepara programas de treinamento para idosos e para pessoas com doenças crônicas, ou simplesmente para prevenção de certas doenças.
  7. Webmarketing : Mapeia a reputação de empresas na internet (esse eu já falei aqui no blog).
  8. Articulador de parcerias : Faz a interface entre empresas e ONG’s.
  9. Gerente de diversidade : O objetivo é aumentar a integração entre funcionários de diferentes sexos, idades, culturas, raças e sexualidade.
  10. Corretora online : Vende imóveis pela internet !

O suplemento Tecnologia da Veja dessa semana trouxe as inovações tecnológicas que estarão no nosso cotidiano dentro de no máximo 10 anos :

  1. Celular como bola de cristal : As ligações, feitas e recebidas, revelam detalhes sobre a rede de relacionamento dos usuários, servindo para a previsão de comportamentos, gostos, tendências …
  2. Peças que se cicatrizam : Trata-se de um tecnologia de auto-reparação para peças de aviões e satélites.
  3. Chips moldáveis : Chips flexíveis que podem ser esticados e dobrados, o que abre caminho para a criação de celulares e MP3 maleáveis.
  4. Combustíveis feitos a partir de algas marinhas.
  5. Chips 10 vezes mais econômicos devido a não serem tão precisos quanto os chips atuais : Serão utilizados em MP3, celulares, camêras por serem equipamentos que não precisam de grande precisão no processamento de dados, em compensação, economizarão dez vezes mais energia.
  6. Roupas que se lavam sozinhas : O tecido degrada a sujeira.
  7. Fios metálicos milhares de vezes mais finos que um fio de cabelo : Telas de tv e monitores cada vez mais finas e com imagens mais nítidas.
  8. Receptor de rádio 10.000 vezes mais fino que um fio de cabelo só visíveis em micróscopios : imaginem os celulares do futuro como serão … serão implantados em nossos corpos.
  9. Dispositivos de memória sem limites de capacidade : esqueça os GB ou TB …
  10. Nanopartículas que viajarão dentro do nosso corpo para destruir tumores.

Dentro de 10 anos saberemos se tudo isso é verdade …

Astênio, o articulista.

10 de setembro de 2008

Astênio não para de surpreender e de comprovar a sua inteligência privilegiada, além do seu blog estar a cada dia mais interessante (já comentei aqui, www.astenioaraujo.com.br), nosso Gerente de TI está escrevendo ótimos artigos para a revista INFORMÁTICA EM REVISTA (www.informaticaemrevista.com.br), reproduzo abaixo o artigo da última edição de agosto onde Astênio faz uma correlação extremamente inteligente entre a vida real e o mundo corporativo, mais uma vez, como em 99 % das situações, ele está completamente certo.

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Pode até doer muito, mas o resultado é garantido

Há sete anos minha filha Aracelli, então com treze anos, adoeceu. Foi uma doença “esquisita”. Ela tinha dores pelo corpo todo e as mãos começaram a “entortar”. Levei-a, como tradicionalmente fazia, a um hospital da nossa cidade. Após as primeiras análises, a médica que a atendeu afirmou categoricamente: “É uma virose. Vou passar uma relação de medicamentos que farão com que ela ponha o vírus para fora, através da urina”.
Saí do hospital com uma receita e parei na primeira farmácia. Quinze minutos depois, e trezentos reais a menos, saí com um pacote de remédios. O pacote era tão grande que precisei segurar com as duas mãos.
Começamos a ministrar os medicamentos e Aracelli piorava cada vez mais. Dois dias depois, ela já não conseguia caminhar direito. As dores eram intensas. Gelei quando, no trabalho, recebi um telefonema de casa. Uma voz angustiada do outro da linha dizia: “Painho, está doendo muito!”
Voltamos ao hospital. O diagnóstico, dado por outro médico, afirmou que a medicação da médica anterior estava correta. O médico ainda insinuou que nós, os pais, precisávamos nos acalmar e que estas doenças são assim mesmo. Levava um certo tempo para o medicamento agir.
De volta ao trabalho, encontro casualmente Geisa Alecrim, irmã de Marcelo Alecrim da Alesat, que, ao me ver preocupado, pergunta: “O que está acontecendo?”. Conto a história. Ela em seguida me diz: “Tem um médico que vai resolver o seu problema. É um infectologista. Seu nome é Kleber Luz”.
Foi uma verdadeira maratona conseguir uma consulta com o Dr. Kleber. Sua agenda estava lotada. Havia horário para dali a duas semanas. Apelei para amigos médicos, que o conheciam. Finalmente conseguimos uma vaga para o final da tarde daquele mesmo dia.
Chegamos ao consultório, na hora marcada, esperamos um pouco e fomos atendidos. Ele examinou Aracelli. Analisou as mãos já curvadas. Pensou um pouco. Depois se dirigiu a uma prateleira, que havia acima da sua mesa de trabalho. Pegou um livro de uns seis centímetros de grossura. Abriu-o. Folheou algumas páginas e parou em uma específica. Dirigindo-se para nós, com o livro aberto, mostrou um texto e falou:
“A febre reumática é uma doença que possui cinco sintomas. Sua filha apresenta dois deles: este primeiro e este segundo. Isto é suficiente para caracterizar uma febre reumática. Passe em uma farmácia, compre este medicamento e mande aplicar imediatamente.”
Saímos apressadamente do consultório. Nas mãos, um papel onde estava escrito: Benzetacil.
Eu sabia que esta injeção doía horrores. Aracelli deu um grito enorme quando o enfermeiro aplicou-a. Dizem as pessoas que já a tomaram, que a dor é terrível. Pelo que vi minha filha “estrebuchando”, parece que dói mesmo.
Do hospital para casa, levamos quinze minutos. Ao chegar em casa, Aracelli, saiu correndo do carro, sentou-se na mesa toda animada e gritou: “MÃE, TÔ COM FOME!”.
Olhei espantado. Ela não apresentava mais nenhum resquício do sofrimento que passou durante uma semana. Estava curada. Em apenas quinze minutos, a medicação tinha agido e as dores haviam desaparecido. Esfreguei os olhos para acreditar. Parecia mágica.
Dias depois, retornamos ao consultório do Dr. Kleber. Animadamente contamos da pronta recuperação, e da nossa felicidade. Agradecemos muito.
Em um determinado momento, o Dr. Kleber nos interrompeu e disse: “Ela vai ter que tomar uma injeção de Benzetacil a cada quinze dias, durante cinco anos”.
Demorei alguns minutos para me acostumar com a idéia. Aracelli, ao ouvir o tratamento, caiu no choro. Uma injeção daquelas, de quinze em quinze dias, durante cinco anos, ninguém merece! É sofrimento demais.
Recuperando-me parcialmente do veredicto, perguntei ao Dr. Kleber: “Tem que ser desta forma?”
Ele me respondeu: “Tem! Este é o tratamento usado há quarenta anos. É muito eficiente. Ainda não inventaram nada melhor”.
Ainda preocupado, perguntei: “E não há alternativas?”
E ele prontamente me respondeu: “Ainda bem que não!”
“Como assim?”, perguntei.
“Em medicina, quando você tem alternativas, significa que nenhuma delas serve. A coisa só funciona bem quando você tem uma solução: a que resolve. Não sei nas outras profissões, mas na minha é deste jeito”.
Após um momento de reflexão, onde um filme passou pela minha mente, completei, dirigindo-me a ele: “Nas outras também. Na minha por exemplo, que é informática, é desse jeito mesmo. Pensando bem, em tudo é desta forma. Quando há alternativas significa que nenhuma delas resolve prontamente.”
Passados muitos anos, Aracelli já parou de tomar as injeções e hoje é muito saudável e feliz. Deste episódio, trago grandes lições. A primeira é de que: quando resolvamos abraçar uma profissão, que sejamos dedicados e muito competentes como o Dr. Kleber o é. Ser um grande profissional depende de muita dedicação e de muito estudo.
A segunda é que: tenhamos consciência de que o que resolve é sempre simples e direto, como a Benzetacil. Pode até doer muito, mas o resultado é garantido. E não há alternativas. Na nossa vida corporativa, muitas vezes conhecemos a doença e o remédio, mas não o aplicamos porque sabemos que vai doer. Demoramos a aplicar o antídoto e o paciente morre. Empresas têm falido, projetos naufragados e empregos perdidos por causa do medo de usar a medicação correta.
De conclusivo aprendi que: não adianta se esconder. Façamos o que tem de ser feito. É a única forma. Ainda bem!

Nas melhores outra vez …

9 de setembro de 2008

Para que não fiquem dúvidas, para que não digam que foi sorte, para que não aleguem que foi benevolência dos avaliadores, para que não argumentem que concorremos com empresas desqualificadas, para que não duvidem da qualidade do veículo de comunicação, para que não se fale mais nisso !!!

SOMOS PELA 6a. VEZ UMA DAS 150 MELHORES EMPRESAS PARA SE TRABALHAR NO BRASIL NA AVALIAÇÃO DA REVISTA VOCÊ S.A / EXAME !!

Porquê será que sempre chegamos lá ?? me digam ! comentem ! o que falta para ficarmos entre as 10 ?

saiu na EXAME…

7 de setembro de 2008
A gasolina mais cara do planeta

A Turquia caminha para registrar um déficit público de 13,3 bilhões de dólares até o final do ano. Para tentar reduzir o rombo orçamentário, o governo resolveu aumentar os impostos, elevando as taxas sobre os produtos considerados de luxo. Um dos itens atingidos foi o galão (3,8 litros) de gasolina, que chega agora aos consumidores com imposto de 72% embutido no preço. Com isso, o combustível turco tornou-se o mais caro do mundo, conforme mostra a tabela (preços em dólares)

Venezuela 0,12
Irã 0,41
Iraque 1,44
México 2,62
China 3,40
Rússia 3,90
Estados Unidos 3,96
Brasil 6,38
Noruega 10,16
Turquia 11,18

Jucelino diz : Lá como aquí a diferença são os impostos … Na Noruega o preço é alto para desincentivar o uso (consciência ambiental) e também por causa dos impostos, porém lá ninguém reclama pois o Estado é provedor de todos os serviços que o cidadão precisa, com qualidade e com justiça.

 

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Espírito de equipe

Num jogo memorável, o ex-melhor jogador de basquete, Michael Jordan, fez 67 cestas numa só partida. Naquele mesmo jogo, um iniciante marcou apenas uma cesta. Ao final, perguntado sobre sua visão do jogo, o novato disse que lembraria para sempre do jogo em que ele e Jordan, juntos, marcaram 68 pontos.

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