Ano novo , mercado novo …
O ano de 2008 começa com muitas transformações para o nosso segmento, prometendo um mercado mais justo, equilibrado e mais lucrativo. Diversas mudanças trazem novos desafios e, consequentemente, novas oportunidades:
- Biodiesel : Agora é uma obrigação e já é uma realidade. Saber comprar bem, manter estoques adequados e administrar eficientemente a logística, são fatores imprescindíveis para se ter competitividade no produto de maior demanda do segmento e cujas margens estão comprimidas há anos. Gerenciar bem o biodiesel pode significar aumentar significativamente os lucros ou simplesmente estar fora do mercado.
- Transferência do PIS/COFINS do álcool para as Usinas : Esta medida tende a ser o golpe de misericórdia no mercado clandestino de álcool. A sonegação do ICMS no álcool já vinha sendo combatida pelos Governos Estaduais devido as finanças combalidas dos Estados, com essa ação do Governo Federal fecha-se a única porta aberta que existia e que ainda dava sobrevida aos sonegadores.
- CPMF : O segmento de distribuição trabalha com margens líquidas abaixo de 2 %, o fim desse tributo representa um aumento de margem de cerca de 20 %, trata-se de mais competitividade e de mais geração de caixa para fazer frente aos investimentos necessários para aprimoramento da infra-estrutura logística e da expansão da rede.
- Aumento do IOF : Como trata-se de um imposto que incide sobre empréstimos, vai penalizar as empresas mais alavancadas e com estrutura de capital desequilibrada. As empresas que gerem o caixa de forma eficiente e são mais capitalizadas ganham competitividade com essa medida.
- Petróleo acima de USD 100 : Até quando a Petrobras vai conseguir segurar os preços dos combustíveis ? sabemos que a aclamada auto-suficiência de petróleo é uma falácia. O Brasil exporta petróleo de baixa qualidade e importa petróleo leve, mais caro. Sem a ajuda do câmbio é pouco provável que os preços se mantenham estáveis ao longo do ano.
A atenção e o cuidado com os detalhes é a regra do jogo para 2008. Antecipar-se aos movimentos e trabalharmos com custos enxutos serão as chaves para se fazer o resultado do ano.
