Ultra compra Texaco
O segmento de distribuição de combustíveis é mais uma vez sacudido por uma grande transação de aquisição dando continuidade ao processo de consolidação do setor, e de quebra, ao processo de nacionalização. A saída das multinacionais do segmento, na minha opinião, não deve-se ao desinteresse das mesmas pelo mercado brasileiro, mas sim pelo reposicionamento no portfólio de negócios onde a área de upstream (exploração e produção de petróleo) ganha cada vez mais relevância nos resultados.
Tudo começou há 4 anos atrás quando a BR comprou a Agip em 2004, em 2006 o mercado assistiu a fusão da ALE e da SAT, em 2007 a compra da Ipiranga pela Ultra e pela BR, e em 2008 dois eventos de peso : a compra da ESSO pela Cosan e agora a compra da Texaco pela Ultra.
A ALESAT começou 2008 como a 7a empresa do segmento e agora, 8 meses depois, já é a 5a. ! o que vai mudar para a ALESAT depois dessa negociação ? pouca coisa … a Ultra se consolida como 2a. maior distribuidora com cerca de 23 % de market share atrás da BR, as duas brigarão pela liderança de mercado, sobra agora a disputa pelo 3o lugar que por enquanto é ocupado pela SHELL. Apesar de sermos a menor das postulantes a essa posição , acredito que somos a empresa que possue as melhores condições atingir esse objetivo no médio prazo :
- Conhecemos esse mercado como ninguém, temos o melhor relacionamento com os revendedores.
- Temos atuação nacional.
- Os acionistas são empreendedores e desejam crescer.
- Temos o melhor time de profissionais do mercado e o melhor ambiente de trabalho.
Ao perdermos a disputa da ESSO para a COSAN fomos procurar a TEXACO para negociarmos uma possível aquisição, infelizmente não tivemos receptividade tendo em vista que o processo com a ULTRA já encontrava-se em estágio bastante adiantado. Vamos continuar analisando oportunidades de aquisição de distribuidoras menores e dando seguimento ao nosso plano de crescimento orgânico, que apenas esse ano vai acrescentar mais 200 postos a nossa rede.

